Área de Hidráulica e Irrigação

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Fertirrigação e a maximização da produção das culturas irrigadas
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Além de ser um cereal muito utilizado na alimentação de humanos e animais, o milho é um dos produtos mais importantes da agricultura mundial e possui uma grande versatilidade de uso. Originário das Américas é um dos alimentos mais nutritivos que existe, uma rica fonte de carboidratos, contém também aminoácidos, vitaminas e sais minerais como fósforo, cálcio e potássio. Na culinária, o milho é bastante utilizado em cremes, sorvetes, sopas, sucos, pamonha, cural, saladas e outros. Na alimentação animal é importante cereal fácil de ser encontrado em qualquer fazenda, sítio ou granja. Pode ser dado aos animais ainda nas espigas ou puro, já debulhado, em grãos inteiros, triturado ou moído, como farelo ou farinha, ou então, como componente de rações. O cereal também pode ser usado na fabricação de óleo de milho. Nos EUA tem sido usado na produção de biocombustível. O Brasil é o terceiro maior produtor de milho do mundo. Sua produção é praticada por todo território nacional, embora os estados do Centro-Sul se destaquem na produção, principalmente o Paraná. Muitas vezes a cultura é implantada em consórcio com outras culturas, como a do feijão por exemplo.

Inovações tecnológicas e a utilização da fertirigação 

A cultura do milho no país vem passando por mudanças tecnológicas visando o aumento da produção e da produtividade. As principais mudanças ocorrem para uma produção sustentável, e ao que diz respeito às melhorias do solo, isso inclui o manejo e a adubação. Pensando no aumento da produtividade encontramos a técnica de fertirrigação, que consiste na aplicação de nutrientes via água de irrigação. Podendo ser utilizada nos diferentes sistemas, como pivôs central e lateral, gotejamento e micro-aspersor, a fertirrigação proporciona uma redução dos custos operacionais ao produtor.

Segundo Adrian Loprestti, gerente de vendas da John Deere na Argentina, esta é uma das maneiras mais eficazes da planta receber nutrientes. Ele reforça que a técnica tem sido utilizada no mundo inteiro. "Esta técnica é utilizada tanto na Argentina, EUA, México, quanto na Austrália e na Europa. Acredito que a prática vai continuar a crescer e gerar lucros no mundo, consequentemente mais alimentos", diz.

Quando as plantas recebem os nutrientes via água de irrigação, a recepção de nutrientes é imediata. Desse modo a fertirrigação otimiza todo o processo, já que não há a necessidade da solubilização do grânulo do fertilizante, pois este se encontra diluído na água irrigada. Cintia Neves, Consultora de Mercado, Desenvolvimento e Inovação da Yara, reforça que na fertirrigação as aplicações são precisas e uniformes, pois independente do sistema de irrigação utilizado, seja ele pivô, micro-aspersor ou gotejo, a lâmina de água ou bulbo úmido formado conterá o nutriente do fertilizante, fazendo com essa distribuição seja uniforme.

Utilizada no mundo todo para alcançar altas produtividades das culturas, no Brasil a fertirrigação começou a ser difundida na década de 80 com estudos da Embrapa Semiárido. Segundo Cintia Neves, no país a fertirrigação teve inicio com a aplicação de resíduos orgânicos e posteriormente evoluiu para aplicação de fertilizantes minerais. Para introdução da técnica, basta investir em um bom sistema de irrigação e em equipamentos ou locais para dissolução dos fertilizantes que serão injetados na colheita.

Atualmente, a técnica já está bastante difundida e é utilizada em diversas regiões, sobretudo no nordeste brasileiro. Ainda assim, estudos apontam uma tendência ao aumento da prática. Pesquisadores e estudiosos vem investindo para melhorias no setor de fertirrigação. A Unesp – Universidade Estadual Paulista, por exemplo, na unidade em Ilha Solteira possui a "Área de Hidráulica e Irrigação", onde encontramos o Grupo de Discussão em Agricultura Irrigada, o "IRRIGA-L", dirigido pelo Professor Fernando Tangerino. O grupo possibilita a oportunidade de discussão, debates e pesquisas à todos os profissionais e estudantes interessados no setor de hidráulica e irrigação. Os resultados obtidos nos estudos do grupo evidenciam a vantagem econômica de se utilizar a fertirrigação como prática de manejo.

Se tratando de fertirrigação o professor Fernando Tangerino chama atenção, também, para a cultura específica empregada. Os cuidados variam de acordo com as necessidades nutricionais de cultura para cultura. "A quantidade de fertilizantes aplicados deve ser devidamente calculado, levando em consideração o tempo de deslocamento do equipamento e a necessidade de nutrientes de cada cultura", afirma. No caso da cultura do milho, deve-se ficar atento a qualidade e quantidade de fertilizantes que será injetada, para que não ocorram "queimas" nas folhas, pois o cereal é muito sensível a estresse salino.

Fernando destaca ainda, a vantagem de se trabalhar com a fertirrigação em longo prazo, o que gera uma menor compactação do solo e melhoramento das condições de plantio, cultivo e desenvolvimento das raízes. Sem contar na economia de mão de obra. Os estudos feitos na Unesp de Ilha Solteira, nomeado de 'Estudo de caso - Análise econômica da fertirrigação e adubação tratorizada em pivôs centrais considerando a cultura do milho' revelou um aumento da receita líquida variando entre 5,7% e 10,8% em função da área irrigada pelo pivô central. "Quanto maior a área, maior a lucratividade e menor o tempo para se pagar o investimento no equipamento que faz a injeção de fertilizantes e outros químicos, que tem preço fixo, independe da área irrigada", explica.

Para escolher o melhor sistema de fertirrigação, assim como de irrigação os produtores devem procurar um engenheiro agrônomo ou agrícola, pois o profissional saberá reunir as informações técnicas necessárias para a melhor decisão a ser tomada. Mas de um modo geral não existe uma regra básica, apenas que o sistema deve ser feito pensando nas condições do solo, topografia, do clima, da cultura a ser irrigada e ainda da disponibilidade financeira do produtor. Cintia Lopes destaca que para se trabalhar com fertirrigação é necessário um bom conhecimento não apenas em irrigação, mas principalmente em fertilidade do solo, fisiologia vegetal e fontes dos fertilizantes, garantindo assim o correto fornecimento dos nutrientes de acordo com solo e clima da região. É necessário manejar adequadamente de acordo com a realidade local esse fornecimento de nutrientes.

A cultura do milho no Brasil apresenta em média uma produtividade em torno de 4,2 toneladas por hectare sendo que em regiões com uso mais intenso de insumos e de irrigação, a produtividade média aumenta, podendo chegar a 8 toneladas por hectare. Além de se empregar a fertirrigação visando o aumento da produtividade, da lucratividade e rentabilidade na cultura do milho, também vale a atenção ás análises de solo, fazer se possível parcelamento da adubação nitrogenada, além do controle de doenças e pragas.


Adma Cozac, REVISTA PRODUZ, Ano VII, Número 77, 15 de outubro de 2012, p.70-73..

 
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