| 12. RECOMENDAÇÃO
DAS ÁREAS DE PROTEÇÃO AMBIENTAL
A análise do uso e
ocupação do solo evidencia a pouca disponibilidade de áreas
com matas remanescentes, denunciando um total descumprimento da legislação
em vigor. Mais do que o simples cumprimento da legislação,
a não proteção dos mananciais com matas ciliares tem
causado à região danos ao meio ambiente de grande monta.
Como objetivos primordiais
deve-se considerar que as matas ciliares (Crestana et al, 1993):
·
reduzem as perdas de solo decorrentes de processos erosivos e de solapamento
das margens, causadas pela ausência de vegetação;
·
aumentam os refúgios e fontes de alimentação para
as faunas silvestre e aquática;
·
asseguram a perenidade das fontes e nascentes;
·
protegem os cursos d’água dos impactos decorrentes do transporte
de defensivos, corretivos e fertilizantes;
·
melhoram a qualidade e aumentam o volume de água para consumo humano
e uso agrícola;
·
promovem o repovoamento faunístico das matas artificiais e dos cursos
d’água.
De fato, foi constatado que
a ausência de matas ciliares – principalmente – tem levado ao total
assoreamento dos leitos dos córregos da região, vindo a causar
uma grande diminuição da oferta de água à região.
Também a qualidade da água foi afetada e é grande
a presença do elemento ferro nos corpos d’água, vindo a causar
danos sérios ao bom funcionamento dos sistemas de irrigação.
Nesse sentido, torna-se
imperioso e urgente a recomposição das matas ciliares, de
modo a proteger os mananciais. A proposta contida neste projeto leva em
consideração os termos da Lei Federal 4.771/65 de 15 de setembro
de 1.965 que dispõe sobre a ocupação das Áreas
de Preservação Ambiental.
Dessa maneira foi feito
todo o planejamento de modo a proporcionar a recomposição
da mata ciliar, considerando uma faixa de 33,5 metros de largura (“buffer”)
ao longo de todos os canais de drenagem, ultrapassando um pouco o disposto
na Lei em vigor, que regulamenta uma faixa de 30 metros. Nos casos das
barragens, considerando o pequeno porte das propriedades rurais, a proposta
é de se considerar também uma recomposição
de uma faixa de 33,5 metros.
12.1. Recomposição Ciliar
das Margens dos Mananciais de Água
Para a recomposição
da mata ciliar levou-se consideração as recomendações
Oficiais da CATI (Crestana et al, 1993 e Toscano, 1994) e ainda de Lorenzi
(1992) e a escolha da vegetação a ser implantada se baseou
nas espécies nativas da região, de modo que a recomposição
se dê mais próxima possível do original.
A área de estudo
possui um total de 595,6 hectares que compõem a área legal
que deveria ser preservada (Folha 8). Para fins
de planejamento se considerou módulos de recomposição
ciliar, conforme será explicitado. A opção por módulos
permitirá uma grande flexibilidade na implantação
destas áreas, uma vez que a recomposição poderá
ser feita por trechos e por entidades e/ou indivíduos de modo parcelado
e seqüencial.
As matas ciliares são
formações vegetais constituídas por essências
florestais de ocorrência em áreas restritas, ao longo dos
cursos d’água e locais sujeitos à inundações
temporárias.
Essa vegetação
típica apresenta diferenças estruturais e florísticas
relacionadas a fatores determinantes, como elevado teor de água
do solo e do ar (umidade), ocasionado pela superficialidade do lençol
freático ou por inundações periódicas. Na recomposição
destas áreas, o Sistema de Faixas Paralelas (SFP) e sucessional
têm sido adotados.
Classificando as espécies
arbóreas tropicais em quatro grupos distintos, na orientação
do reflorestamento de forma organizada e funcional, é possível
promover o reflorestamento de uma determinada área em curto espaço
de tempo. As espécies são subdivididas e enquadradas em grupos
diferenciados quanto à necessidade de luz, qualitativamente e quantitativamente.
Os grupos são assim divididos:
·Primeiro
Grupo: são as espécies Pioneiras (P) e as Pioneiras
de Água (PA), heliófilas, de rápido desenvolvimento,
de ciclo de vida curto, de porte médio à médio-baixo,
com dispersão por intermédio de pássaros e insetos.
Em nossa região, são representadas pelo pau-pólvora,
embaúvas, capixingui, sangra-d’água, entre outras;
·Segundo
e Terceiro Grupos: nestes grupos encontramos as espécies
Secundárias
iniciais (S1) e Secundárias tardias (S2), com dispersão
anemófila. São de porte maior, com ciclo de vida pouco mais
longo que as pioneiras, preferindo ambientes de meia sombra. Nesta região,
encontramos entre outras espécies o araribá-rosa, cabriúva,
cedro-rosa, ingás e oitis. Incluem nestes grupos as espécies
S1A e S2A, que são tolerantes a inundações temporárias.
·Quarto
Grupo: estão representados pelas espécies chamadas de
Clímaces,
de lento desenvolvimento, de porte elevado quando adultas, são umbrófilas
na fase inicial de desenvolvimento, necessitando tutoramento neste período.
São espécies nobres, de madeira dura e de ciclo de vida longo.
Normalmente possuem sementes pesadas que são disseminadas por mamíferos
(roedores) e pássaros grandes. Encontramos nesta região guarantã,
peroba-rosa, guarajuba, jabotá, bacupari, entre outras.
O esquema de plantio ciliar
pode ser visualizado na Figura 16, enquanto que
na Figura 17 (A e B) é ilustrado como ficará
a recomposição das matas ao longo do tempo, inclusive com
uma simulação dos incrementos em altura e diâmetro
das espécies e também com a formação
de sub-bosques pela dispersão natural da floresta.
Para fins de ilustração
da recomposição ciliar utilizou-se como fontes de estudos
a barragem BA3 e a área da futura barragem BA5. Na Fototomongem
1 - é apresentado o atual aspecto da barragem BA3, onde
se pode evidenciar os problemas que ocorrem na região quanto ao
assoreamento dos mananciais e a sua falta de proteção (ausência
total de vegetação ciliar). Já na
Fotomontagem
2 - é apresentado como ficará esta barragem após
a recomposição ciliar.
Na Fotomontagem
2 e Fotomontagem 3 estão apresentados
as vistas da área da futura barragem BA5, que mostram o aspecto
atual da área e como ficará após a inundação
e recomposição ciliar. Uma observação deve
ser feita quanto à vista com recomposição ciliar,
pois na fotomontagem, parte da área ao redor da barragem não
está ocupada por árvores, para facilitar a visualização
desta, mas na realidade estará toda ocupada por árvores.
12.2. Necessidades de Mudas das Faixas
Marginal e Complementar e Custos
Utilizando-se o Sistema
de Faixas Paralelas, na implantação da recomposição
ciliar, pode-se determinar a quantidade necessária das mudas que
serão plantadas em suas faixas marginal e complementar.
Com intuito de facilitar
os cálculos criou-se um módulo com extensão de 1000
metros (ao longo da margem) e largura por margem de 33,5 metros, o que
irá representar uma área de 6,7 ha, considerando as duas
margens, conforme a Figura 16.
Durante a programação
de plantio, alguns cuidados não devem ser esquecidos, como por exemplo,
as espécies do tipo Clímax que apresentam estágio
mais avançado de sucessão ecológica, devem ser plantadas
na parte central, estando dispostas de maneira que fiquem rodeadas por
espécies Pioneiras e Secundárias.
A experiência prática
tem mostrado que todas as categorias de plantas (pioneiras, secundárias
e clímaces) podem ser implantadas numa única etapa, excetuando-se
apenas aquelas que não toleram insolação direta, como
por exemplo, o palmito-doce (Euterpe edulis Mart.) e espécies
características do sub-bosque. Deve-se apenas tomar-se o cuidado
de sempre se alocar as mudas de espécies clímaces próxima
de dois ou mais exemplares de espécies pioneiras e secundárias;
pois estas crescerão mais rapidamente e proporcionarão sombreamento
necessário às espécies clímaces. Outro cuidado
a tomar-se é evitar que espécies de porte muito grande fiquem
lado a lado uma das outras.
O mapa de Uso e Ocupação
do Solo relata que apenas 131,0 hectares das bacias são ocupados
por matas, e uma parcela muito pequena deste total foi identificada junto
aos corpos d’água.
FIGURA 16 - Esquema de plantio
ciliar no SFP e sucessional.
FIGURA 17 - Evolução
dos incrementos em altura e diâmetro das espécies.
No entanto, pequenas áreas
ciliares são encontradas ao longo dos córregos e não
foram identificadas pela imagem do satélite, justamente por terem
dimensões inferiores à detecção.
A Folha
8 traz a ilustração e identificação
de todos “buffers” das bacias, onde serão implantados os módulos
de preservação ambiental. Para a definição
destes “buffers” partiu-se da cartografia básica, acrescida dos
novos represamentos no formato digital e através do software ILWIS
2.23, auxiliado pelos software AutoCad R.14 e Excel foram feitos os processamentos
da imagens e cálculos das áreas.
Para delimitação
da área de abrangência da mata ciliar, ao redor de todos os
canais de drenagem e a partir dos limites externos das represas, procedeu-se
uma análise de distância no software ILWIS 2.23, de acordo
com a metologia a seguir apresentada. Todas as feições de
rios e represas, foram importadas no formato DXF, para o software ILWIS,
onde em seguida procedeu-se a definição do sistema de coordenadas
das mesmas de acordo com o sistema de Projeção Cartográfica
Universal Transversa de Mercator (UTM). Foram feitas correções
e edições de linhas, visando ao fechamento de represas e
união de córregos.
As linhas dos córregos
e represas (em formato vetorial) foram convertidas para o formato “raster”
(imagem) com definição de um tamanho de pixel de 2 metros.
Nesta mesma operação foi atribuído o valor um (1)
para todos os pixels correspondentes aos rios e/ou represas. Para obtenção
do “buffer” de 30 metros ao redor dos corpos d´água, utilizou
a função “Distance”. Nessa operação definiu-se
a imagem correspondente aos corpos d’água como imagem fonte, a partir
do qual o programa calcula em todas as direções a menor distância
entre os pixels da imagem fonte e os demais pixels com valores diferentes
de 1 (Figura 18 - A). A partir desta imagem, realizou-se uma reclassificação
das distâncias, agrupando todos os pixels que se encontravam na faixa
de 30 metros a partir dos corpos d´água, obtendo-se assim
o mapa com a área de influência da mata ciliar (Figura 18
- B). O sistema de “buffer” foi adotado de maneira semelhante para as áreas
adjacentes aos córregos e também das barragens a serem construídas
e a ilustração na forma de fotomontagem da recomposição
ciliar pode ser observadas no Volume III deste projeto (Fotomontagens 1,
2
e 3).
Através das fotomontagens
e das fotos apresentadas fica claro que a construção das
barragens propostas não trará dano à vegetação
arbórea existente, sendo inundadas somente áreas já
assoreadas e com vegetação aquática.
12.2.1. Número
de mudas na faixa marginal
Na composição
das essências florestais PA (pioneiras de água) e NPA (não
pioneiras de água) consideraram-se uma área por planta de
9 m2 (3,00 x 3,00 m), se considerarmos que o módulo apresenta
1000 metros de extensão a área a ser composta por estas espécies
será de 18.000 m2.
A quantidade de mudas a
serem utilizadas nesta área será a razão entre a área
do módulo composto por estas espécies (18.000 m2)
pela área de cada planta (9 m2), o que irá corresponder
a 2000 mudas por módulo.
Como nessa faixa, serão
utilizadas essências florestais do tipo PA e do tipo NPA, foi realizada
uma distribuição proporcional para cada tipo, que ficaram
com as seguintes proporções: 50% para Pioneiras de água
(PA); 30% para Secundária inicial de água (S1A) e 20% para
Secundária tardia de água (S2A).
Seguindo as proporções
mencionadas foi obtida a seguinte quantidade de mudas para cada tipo de
essências florestais: 1000 mudas de PA, 600 mudas de S1A e 400 mudas
de S2A, totalizando 2000 mudas.
FIGURA 18 - Imagens de distâncias
tendo como origem os corpos d’águas (A) e áreas de 30 metros
ao redor destes corpos d’água (B).
12.2.2. Número
de mudas na faixa complementar
As essências florestais
que irão compor a faixa complementar serão as do tipo P
(pioneiras) e NP (espécie não pioneira), que terão
uma área por planta de 12,25 m2 (3,5 x 3,5 m) e irão
povoar uma faixa de 24,5 metros de largura ao longo das margens dos corpos
d’água. Considerando os 1.000 metros de um módulo e duas
margens teremos uma área de 49.000 m2.
A quantidade de mudas a
serem utilizadas nesta área será a razão entre a área
do módulo composto por estas espécies (49.000 m2 )
pela área de cada planta (12,25 m2 ), o que irá
corresponder a 4000 mudas por módulo, onde 2000 mudas serão
de espécies pioneiras e as outras 2000 mudas serão de espécies
não pioneiras.
Assim como na faixa marginal
foi realizada uma distribuição proporcional para cada tipo
de essência florestal, que ficaram com as seguintes proporções:
50% para Pioneiras (P); 25% para Secundária inicial (S1); 15% para
Secundária tardia (S2) e 10% para espécies clímax
(C). Seguindo as proporções mencionadas foi obtida a seguinte
quantidade de mudas para cada tipo de essências florestais: 2.000
mudas de P, 1.000 mudas de S1, 600 mudas de S2 e 400 mudas de C, totalizando
4.000 mudas.
Resumindo, para se fazer
a recomposição de um módulo serão necessários
6.000 mudas, sendo 2.000 para compor a faixa marginal e 4.000 para compor
a faixa complementar, e ainda destas 6.000 mudas 3.000 serão de
espécies pioneiras (PA e P) e 3.000 serão de espécies
não pioneiras (NPA e NP).
12.2.3. Valores
e quantidade de cada módulo
Nos Quadros 43 e 44 são
apresentadas as sugestões de espécies a serem utilizadas
e os custos estimados das mesmas nas faixas marginal e complementar.
Para que a recomposição
das matas seja efetiva, há necessidade de se construir cercas de
modo a isolar a área dos animais e também será necessário
o preparo da área para plantio e manutenção, cujos
gastos estão estimados no Quadro 45.
Nos custos de aquisição
foram considerados os preços de mudas com porte alto visando um
melhor pegamento das mesmas e recomposição rápida
da mata. No entanto, mudas de porte baixo são encontradas nos viveiros
da região a preços menores. Para a aquisição
da mudas, também se deve considerar pelos executores dos plantios
a aquisição de mudas em ONG’s e na própria CESP, que
mantêm um programa específico de produção e
distribuição de mudas.
Através dos quadros
de custos para implantação de um módulo de recomposição
ciliar chegamos a um custo final de R$ 19.696,65 ou R$ 2.939,80 por hectare
recomposto.
12.3. Recomposição Paisagística
das Estradas Principais
O agro-turismo como atividade
econômica deve ser incentivado e desenvolvido na região através
do fomento e apoio técnico aos produtores para a implantação
de piscicultura (sistema “pesque e pague” e tanques de alevinagem e engorda
de peixes), fabricação de doces caseiros (tais como geléias,
compotas, etc), sucos, etc.
Todos estes produtos seriam
melhor escoados se juntamente com a produção em si, o turismo
rural (através da implantação de Pousadas) fosse dinamizado,
onde os turistas teriam a oportunidade de experimentar e consumir produtos
feitos artesanalmente. No entanto, para que este se desenvolva, há
também a necessidade de se criar um ambiente de harmonia entre o
homem e o meio ambiente.
QUADRO 43 - Espécies e custos
necessários para a implantação da faixa marginal.
| Nome
comum |
Nome Científico |
R$/unit.
|
Altura
(m)
|
Quanti-
dade
|
R$/Total
|
|
Pioneiras de Água
|
| Capixingui |
Croton
floribundus |
1,50
|
0,30
|
200
|
300,00
|
| Embaúva |
Cecropia
spp |
2,50
|
0,70
|
200
|
500,00
|
| Monjoleiro |
Acacia
polyphylla |
1,80
|
0,20
|
200
|
360,00
|
| Pau-pólvora |
Trema
micrantha |
0,50
|
N.I.*
|
200
|
100,00
|
| Sangra
D'água |
Croton
urucurana |
1,50
|
0,80
|
200
|
300,00
|
|
Sub-Total R$
|
1560,00
|
|
Secundárias (S1A)
|
| Goiaba |
Psidium
guajava |
1,50
|
0,30
|
40
|
60,00
|
| Ingá-do-brejo |
Inga
uruguensis |
1,50
|
0,30
|
40
|
60,00
|
| Ingá-verde |
inga
virescens |
2,50
|
0,60
|
40
|
100,00
|
| Ipê-amarelo-do-brejo |
Tabebuia
umbellata |
2,00
|
0,40
|
40
|
80,00
|
| Jerivá |
Syagrus
romanzoffiana |
1,80
|
0,20
|
40
|
72,00
|
| Pessegueiro-bravo |
Prunus
sellowii |
2,50
|
0,50
|
40
|
100,00
|
| Tamboril |
Enterolobium
contortisiliquum |
0,50
|
N.I.
|
35
|
17,50
|
| Embiruçú-da-mata |
Pseudobombax
grandiflorum |
1,80
|
0,30
|
35
|
63,00
|
| Anda-açú |
Joannesia
princeps |
2,00
|
0,50
|
40
|
80,00
|
| Jambolão |
Syzygium
jambolana |
2,50
|
0,20
|
40
|
100,00
|
| Pau-de-jangada |
Apeiba
tibourbou |
0,50
|
N.I.
|
35
|
17,50
|
| Pau-d'alho |
Gallesia
integrifolia |
3,00
|
0,70
|
35
|
105,00
|
| Pau-pereira |
Platycyamus
regnellii |
2,50
|
0,20
|
35
|
87,50
|
| Paineira-rosa |
Chorisia
speciosa |
2,00
|
0,80
|
35
|
70,00
|
| Peito-de-pombo |
Tapirira
guianensis |
2,50
|
0,50
|
35
|
87,50
|
| Taiúva |
Maclura
tinctoria |
3,00
|
0,50
|
35
|
105,00
|
|
Sub Total R$
|
1205,00
|
|
Secundárias (S2A)
|
| Canjarana |
Cabralea
canjerana |
2,50
|
0,20
|
50
|
125,00
|
| Jabuticaba |
Myrciaria
trunciflora |
2,00
|
0,20
|
50
|
100,00
|
| Jenipapo |
Genipa
americana |
1,80
|
0,20
|
50
|
90,00
|
| Canela-ferrugem |
Nectranda
rigida |
0,50
|
N.I.
|
50
|
25,00
|
| Copaíba |
Copaifera
langsdorffii |
2,50
|
0,20
|
50
|
125,00
|
| Figueira-branca |
Ficus
nymphaefolia |
0,50
|
N.I.
|
50
|
25,00
|
| Jequitibá-branco |
Cariniana
estrellensis |
2,00
|
0,50
|
50
|
100,00
|
| Peroba-poca |
Aspidosperma
cylindrocarpon |
1,80
|
0,15
|
50
|
90,00
|
|
Sub-Total
|
680,00
|
|
TOTAL
|
3.445,00
|
* N.I.: o Viveirista consultado não
informou este dado.
QUADRO 44 - Espécies e custos
das mudas que podem ser utilizadas na
implantação da faixa
complementar.
|
Nome comum
|
Nome Científico
|
R$/unit.
|
Altura (m)
|
Quantidade
|
R$/Total
|
|
Pioneiras (P)
|
| Angico-do-cerrado |
Anadenanthera
falcata |
1,80
|
0,30
|
400
|
720,00
|
| Aroeira-pimenteira |
Schinus
therebinthifolius |
1,50
|
0,60
|
400
|
600,00
|
| Capororoca |
Rapanea
ferruginea |
1,50
|
0,30
|
400
|
600,00
|
| Manduirana |
Senna
macranthera |
1,50
|
0,10
|
400
|
600,00
|
| Pau-jacaré |
Piptadenia
gonoacantha |
2,50
|
0,40
|
400
|
1000,00
|
|
Sub total R$
|
3.520,00
|
|
Secundárias iniciais
(S1)
|
| Açoita-cavalo-miúdo |
Luehea
divaricata |
1,80
|
0,50
|
50
|
90,00
|
| Amarelinho |
Terminalia
brasiliensis |
2,50
|
0,70
|
50
|
125,00
|
| Amendoim-bravo |
Pterogyne
nitens |
1,80
|
0,15
|
45
|
81,00
|
| Araribá-rosa |
Centrolobium
tomentosum |
2,50
|
0,30
|
45
|
112,50
|
| Aroeira-preta |
Myracrodruon
urundeuva |
1,80
|
0,30
|
45
|
81,00
|
| Buriti |
Mauritia
flexuosa |
7,50
|
0,30
|
45
|
337,50
|
| Café-de-bugre |
Cordia
ecalyculata |
1,50
|
0,20
|
45
|
67,50
|
| Cambará |
Gochnatia
polymorpha |
1,50
|
0,40
|
45
|
67,50
|
| Canafístula |
Peltophorum
dubium |
1,50
|
0,30
|
45
|
67,50
|
| Capitão-do-campo |
Terminalia
argentea |
0,50
|
N.I.
|
45
|
22,50
|
| Dedaleiro |
Lafoensia
pacari |
1,80
|
0,40
|
45
|
81,00
|
| Embira-de-sapo |
Lonchocarpus
muehlbergianus |
1,80
|
0,20
|
45
|
81,00
|
| Farinha-seca |
Albizia
hasslerii |
1,80
|
0,30
|
45
|
81,00
|
| Guariroba |
Syagrus
oleracea |
0,50
|
N.I.
|
45
|
22,50
|
| Ipê-amarelo-do-campo |
Tabebuia
ochracea |
2,00
|
0,30
|
45
|
90,00
|
| Ipê-roxo-de-bola |
Tabebuia
impetiginosa |
1,50
|
0,20
|
45
|
67,50
|
| Jacarandá-do-campo |
Platypodium
elegans |
0,50
|
N.I.
|
45
|
22,50
|
| Louro-pardo |
Cordia
trichotoma |
1,50
|
0,30
|
45
|
67,50
|
| Marinheiro |
Guarea
guidonea |
2,00
|
0,40
|
45
|
90,00
|
| Pau-de-viola |
Cytharexillum
myrianthum |
1,50
|
0,30
|
45
|
67,50
|
| Saguaraji-vermelho |
Colubrina
glandulosa |
1,50
|
0,20
|
45
|
67,50
|
| Vinhatico-do-cerrado |
Plathymenia
reticulata |
2,00
|
0,20
|
45
|
90,00
|
|
Sub total R$
|
1.880,00
|
|
Secundárias tardias
(S2)
|
| Caviúna |
Machaerium
scleroxylon |
1,80
|
0,20
|
75
|
135,00
|
| Cedro-rosa |
Cedrela
fissilis |
1,50
|
0,30
|
75
|
112,50
|
| Coração-de-negro |
Poecilanthe
parviflora |
2,00
|
0,30
|
75
|
150,00
|
| Cumbaru |
Dipteryx
alata |
0,50
|
N.I.
|
75
|
37,50
|
| Oiti |
Licania
tomentosa |
1,80
|
0,30
|
75
|
135,00
|
| Pindaíba |
Duguetia
lanceolata |
3,00
|
0,20
|
75
|
225,00
|
| Saguaraji-amarelo |
Rhamnidium
elaeocarpus |
1,50
|
0,40
|
75
|
112,50
|
| Cabriúva |
Myroxylon
peruiferum |
2,00
|
0,20
|
75
|
150,00
|
|
Sub Total R$
|
1057,50
|
|
Clímaces
|
| Bacupari |
Rheedia
gardneriana |
2,00
|
0,20
|
80
|
160,00
|
| Guaçatonga |
Casearia
silvestris |
1,50
|
0,10
|
80
|
120,00
|
| Jatobá |
Hymenaea
stignocarpa |
2,50
|
0,30
|
80
|
200,00
|
| Peroba-rosa |
Aspidosperma
polyneuron |
0,50
|
N.I.
|
80
|
40,00
|
| Garapa |
Apuleia
leiocarpa |
1,50
|
0,10
|
80
|
120,00
|
|
Sub Total R$
|
640,00
|
|
Total R$
|
7.097,50
|
* N.I.: o Viveirista consultado não
informou este dado.
QUADRO 45 - Custos de preparo, plantio
e manutenção de espécies
florestais de um módulo de recomposição ciliar.
| Quantidade |
Descrição |
Unidade |
R$/unit. |
R$/Total |
|
1
|
Preparação
do terreno e plantio (inclui aplicação de herbicida e conservação
durante o crescimento inicial) em 6,7 ha. |
verba
|
-
|
2310,00
|
|
1
|
Construção
de 2000 metros de cerca |
verba
|
-
|
2000,00
|
|
8000
|
Arame farpado |
m
|
0,11
|
880,00
|
|
33
|
Lascas de Itaúba |
Dúzias
|
62,55
|
2064,15
|
|
66
|
Balancinhos |
dúzias
|
5,00
|
330,00
|
|
15
|
Palanques de
Itaúba |
unid.
|
60,00
|
900,00
|
|
1
|
Gastos Diversos
(Arame liso - 16, grampos, etc) |
verba
|
-
|
670,00
|
|
Total R$
|
9.154,15
|
Dessa maneira, sugere-se a recomposição
paisagística das principais estradas da região (estradas
do Sucuri, Palmeira d’Oeste - Santana da Ponte Pensa, do Azem e do Baiano)
através do plantio de árvores e palmeiras, de modo a criar
um ambiente bonito e harmonioso para as pessoas que pela região
transitarem, fomentando ainda mais o turismo rural.
Sugere-se um sistema de plantio com
o uso de uma espécie por cada 200 metros da estrada, em lados alternados,
no espaçamento de 10 metros entre plantas. As espécies que
poderiam ser utilizadas são: jerivá (Syagrus rommanzoffiana),
pau-formiga (Triplaris brasiliana), ipê-amarelo (Tabebuia
chrysotricha), ipê-roxo (Tabebuia impetiginosa), ipê
rosa (Tabebuia avellanedae), eritrina mulungu (Erytrina mulungu),
pau-ferro (Caesalpinia ferrea v. leiostachya), cinzeiro (Vochysia
tucanorum), aldrago (Pterocarpus violaceus), sucupira do cerrado
(Bowdichia virgilioides) e candeia (Gochnatia polymorpha),
entre outras.
O orçamento apresentado no Quadro
46 foi composto a partir de mudas com pelo menos 2,0 metros de altura,
visando o crescimento rápido e também um maior índice
de pegamento das plantas, bem como uma diminuição nos gastos
de manutenção das árvores. O custo apresentado considera
o plantio das árvores sugeridas em módulos de 1.000 metros,
portanto haveria o plantio das árvores em 500 metros de cada lado,
intercalados a cada 100 metros, conforme a Fotomontagem
4, que ilustra o estado atual da estrada do Baiano (A)
e como ficaria após o plantio das árvores junto às
cercas (B).
QUADRO 46 - Custos de aquisição,
plantio e manutenção de espécies florestais de um
módulo de
recomposição paisagística de estradas.
|
Quantidade
|
Descrição
|
Unidade
|
R$/unit.
|
R$/total
|
|
100
|
Mudas |
unid.
|
11,11
|
1111,00
|
|
100
|
Estacas de
bambu |
unid.
|
1,11
|
111,00
|
|
1,5
|
Esterco + Adubo |
m3
|
55,56
|
83,34
|
|
4
|
Preparo de
covas + plantio e manutenção de mudas |
diárias
|
61,11
|
244,44
|
|
1
|
Transporte
de mudas e deslocamento de pessoas e equipamentos |
verba
|
-
|
888,00
|
|
Total R$
|
2.437,78
|
|