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INTRODUÇÃO
A irrigação é o processo de aplicação de água ao solo cultivado com o objetivo de suprimir a deficiência da precipitação pluvial em fornecer água às plantas, a fim de garantir o crescimento e aumentar a qualidade da produção e a produtividade da safra. As recentes tecnologias de irrigação são um dos principais instrumentos da modernização da agricultura brasileira, pois além de mais eficientes no uso da água permitem enormes benefícios, tais como: garantia de colheita para o produtor rural, devido a redução dos riscos causados pela falta de chuva; redução de custos pelo aumento da produção; utilização intensiva do solo; oferta de alimentos com regularidade ao longo do ano; uso intensivo de máquinas e implementos; geração e manutenção da oferta de empregos diretos e indiretos; produção de culturas nobres (tomate, fruticultura, sementes, etc.); exportação de produtos agrícolas; expansão das fronteiras agrícolas no Cerrado e Semi-árido; criação de pólos agro-industriais . Apesar de todos os benefícios citados acima, quando a prática da irrigação não é correta podem ocorrer danos ao meio ambiente, muitas vezes irreversíveis. O excesso de água aplicado na irrigação pode provocar a erosão, o adensamento, a perda de nutrientes, o assoreamento dos cursos d’água, a poluição dos recursos hídricos e o surgimento de doenças fúngicas. Além disso, ocorre o desperdício do recurso natural água e da energia. O último, implica no aumento do custo de produção. Por outro lado, lâminas de irrigação que não suprem a necessidade de água das plantas, principalmente nos períodos de floração e formação de frutos, comprometem decisivamente a produtividade da cultura. Assim, torna-se imprescindível um planejamento racional de projetos de irrigação, baseados em dados consistentes do meio físico (solo, relevo, clima, uso e ocupação e recursos hídricos), para que a agricultura irrigada se desenvolva de forma continuada e sustentável. Por outro lado, no Estado de São Paulo, conforme Lombardi Neto e Drugowich (1994), a erosão causa a perda de cerca de 194 milhões de toneladas de terras férteis por ano, o que representa 20 cm de solo numa área de 100.000 ha. Aproximadamente 40 milhões de toneladas destas terras erodidas ficam depositadas nos fundos de córregos, rios e lagos, provocando o assoreamento dos cursos d’água. Estima-se que os nutrientes perdidos juntamente com o solo equivalem a US$ 200 milhões de fertilizantes. A erosão, além de causar a degradação do solo, compromete os recursos hídricos, através da poluição e assoreamento dos mananciais. Assim, têm-se enchentes nos períodos chuvosos e escassez d’água nas estiagens. A associação destes fenômenos leva à baixa produtividade das terras rurais e, consequentemente, ao empobrecimento do meio rural. Dessa maneira, é objetivo geral desse trabalho o estudo da potencialidade à irrigação e suscetibilidade à erosão das terras das bacias hidrográficas dos córregos Sucuri, Bacuri e Macumã, município de Palmeira d’Oeste, SP, propondo soluções técnicas que possibilitem à região não somente o crescimento sócio-econômico, mas a recuperação e preservação dos recursos de água e solo, possibilitando um novo ciclo de desenvolvimento baseado no agronegócio e alicerçado no uso da irrigação. |
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